Rumo ao Casamento Ideal
Ontem escrevi sobre o treino eficaz ao qual os cachorros americanos são submetidos com seus donos tornando a convivência com os animais mais segura, satisfatória, e feliz. Pensando sobre isso me ocorreu que a maioria dos casamentos se desgastam pelas pequenas e recorrentes faltas dele e dela. Sabemos que ninguém é perfeito, mas não haveria um meio de nos irritarmos menos mutuamente? Poderiam as técnicas de treinar cachorros funcionar com a nossa outra metade?
Fazendo uma busca na internet, encontrei um artigo na Newsweek de 2008, “Como Treinar Seu Marido” da jornalista Jennie Yabroff. O artigo é um comentário do livro “O Que Shamu Me Ensinou Sobre a Vida, Amor e Casamento” de Amy Sutherland. A autora diz que a técnica funciona para ambos os sexos. No seu experimento, depois de muita frustração com os maus hábitos do marido ela decidiu por o treino canino em teste. Ela experimentou as seguintes táticas: recompense as boas atitudes, ignore as negativas, e não leve tudo como uma afronta a sua pessoa.
Geralmente, no dia-a-dia, esquecemos de reconhecer as boas atitudes ou a tomamos como obrigação, logo não precisa ser mencionada. Errado, todos nós gostamos de saber que o outro se sente feliz ao nosso lado, que o outro repara em nossas atitudes e conhece os nossos pontos fortes. Isso me lembra as técnicas recomendadas pela filosofia japonesa Seicho-No-Iê, diga obrigada, expresse o quanto o outro contribue para o seu bem-estar. Agora ignorar as atitudes negativas é uma outra estória, mas a idéia é que todos, animais irracionais ou racionais, necessitamos afeto e aqueles atos que geram frieza tendem a ser esquecidos. Sobre a última tática, não tomar nada pessoalmente, se refere ao fato de que nos momentos de conflito ficamos na defensiva. E na defensiva, potencializamos nosso ego e acabamos sentindo que tudo o que o outro faz e não gostamos é proposital para nos agredir. O conselho aqui é ignore esse seu sentimento e se concentre no que o outro tem de positivo.
O que achei mais interessant nisso tudo foi a conclusão que Sutherland chegou de que ela é quem acabou sendo treinada a medida que ela aprendia como aplicar as técnicas no marido. Mas, a boa parte, é que ele também foi receptivo a essas técnicas e acabou mudando sem saber o porquê. E aqui vai outro conselho ou antes uma constatação não tente mudar ninguém, se existe alguém que você pode realmente mudar é você mesma. Nesses treinos, de animais ou maridos/esposas, ambos acabam aprendendo – treinador e treinado. Quando paramos para observar o outro e demonstrar o nosso contentamento com seus bons aspectos e não fazer caso do seu lado que para nós é negativo; quando aprendemos a nos controlar antes de explodir em criticismos; quando ao invés de nos tomarmos como vítimas em uma relação frustrada, nos concentramos em ser parte ativa da transformação a convivência se torna harmoniosa, satisfatória e feliz. Quem disse que felicidade cai do céu? Sim, temos que trabalhar para conquistá-la.
0 comments
Kick things off by filling out the form below.
Leave a Comment