Psicologia Positiva (1)
O estudo de psicologia sempre me atraiu. Lembro que meu primeiro contato com esta ciência (?) se deu quando eu tinha 13 anos. Uma amiga me convidou para assistir umas palestras, aos domingos pela manhã, na garagem de um homem de idade (a porta ficava aberta, caso você desconfie das boas intenções dele). Não sei se ele era psicólogo, mas ele explicava Freud entre outros. O público era pequeno, fui lá umas duas ou três vezes e fiquei para sempre interessada nesse assunto.
No Brasil, não tive oportunidade de estudar formalmente psicologia, mas quando cheguei aos Estados Unidos vi na televisão pública um anúncio sobre um curso de introdução à psicologia, de nível universitário, que iria ser transmitido via TV. Não perdi tempo e me inscrevi. Estudava-se em casa, as aulas televisadas eram complementadas por um livro e tínhamos que fazer três testes em algum Community College. Na época meu inglês era rudimentar. Vocês podem imaginar quanto tempo eu levava para ler um capítulo do livro com o dicionário do lado.
Como tudo é possível aqui, anos mais tarde, fui aceita na Universidade de Pensilvânia – uma das mais bem conceituadas do país e do mundo, e claro que optei por estudar psicologia. Muito poderia ser dito desta experiência, porém aqui destacarei a psicologia positiva. Essa linha de psicologia tem entre seus fundadores o dr. Martin Seligman (da minha escola). A cerca de 10 anos atrás, depois de ter se dedicado à psicologia tradicional que se preocupa com distúrbios de comportamento, problemas mentais e emocionais, dr. Seligman se perguntou porque não estudamos as pessoas que deram certo, as bem sucedidas e que nos atraem pela sua aura de auto-confiança, sucesso, bondade? E assim surgiu a psicologia positiva que estuda o que faz as pessoas se sentirem felizes consigo mesmas e com o mundo.
O pensamento do dr. Seligman então passou a ser vamos aprender como cultivar os bons hábitos que tornam as pessoas felizes e saudáveis psiquicamente e assim estaremos prevenindo males psiquicos e físicos. Em seus livros, com uma linguagem direta, ele nos conduz cientificamente pelos caminhos que conduzem a uma vida feliz. No Brasil, pode-se encontrar dois (talvez mais) de seus livros Aprenda a ser Otimista e Felicidade Autêntica.
Por esta linha de pensamento a felicidade, ao invés de depender unicamente de elementos externos (carro, casamento, divórcio, filhos, dinheiro) é uma decisão pessoal e só é alcançada através de um zêlo constante ao seu cultivo. Dito nas palavras do Dalai Lama, “A felicidade é um estado mental. Mesmo rodeado de confortos físicos . . . se sua mente está ainda em estado de confusão e agitação, isso não é felicidade. Felicidade significa paz mental.”
1 comment
Quase vizinhas e psicologas
. Estudei psicologia ha um tempo atras e nao cheguei a estudar essa linha, porem acho muito interessante e penso da mesma forma.
Leave a Comment