Pedagogia Waldorf II
Rudolf Steiner, fundador dessa linha pedagógica, foi filósofo, educador, cientista, artista. Homem único a inovar, orientar seus seguidores, e obter resultados surpreendentes nas áreas da medicina antroposófica, farmácia Weleda, educação, euritmia, terapia artística, agricultura biodinâmica entre outras.
No ramo da educação, Steiner foi o único a incorporar a visão esotérica de que somos compostos de corpo, mente e espírito em sua metodologia. Em suas pesquisas sobre o ser humano em desenvolvimento, Steiner constatou que nós seres humanos ao nascermos ainda temos um longo caminho para atingirmos proficiência física, mental e espiritual. Em sua pedagogia, respeitando essa visão, ele recomenda que até os 7 anos a criança seja estimulada a desenvolver plena capacidade física, brincar explorando o seu potencial físico, pular, equilibrar-se, correr, subir em árvores, pular corda. Nesta faixa etária, não é recomendado o estímulo intelectual, pois segundo Steiner esta atividade afetaria as forças de desenvolvimento que nesta época deveriam estar concentradas no físico. Assim, na pedagogia Waldorf, a criança só será alfabetizada a partir dos 7 anos.
Outra recomendação que Steiner faz para os primeiros 7 anos é de que os brinquedos oferecidos para as crianças sejam naturais e sem muitos detalhers. Em sua visão, o ato de brincar deveria servir para o desenvolvimento da imaginação. Ao darmos brinquedos muito elaborados aos nossos pequenos estamos podando a sua capacidade criativa. Um carro de polícia a pilha, será somente isso, um carro de polícia e ainda anda sozinho. Não é de admirar que as crianças logo percam o interesse nesse tipo de brinquedo. Mas, se o carro for de madeira crua, ele poderá num momento ser o carro do papai, em outro a polícia, ou ambulância; e a criança terá que empurrá-lo para fazê-lo chegar ao destino imaginado. O mesmo pode se dizer das bonecas, a boneca quase perfeita, com um sorriso constante em sua face, sempre jovem, limitará a fantasia das meninas; ao contrário, as bonecas de pano, sem rosto definido pode ser o que elas imaginarem, a vovó, a professora, a amiga.
O que escrevi acima se refere ao que guardo na memória do tempo em que fiz o Seminario Pedagógico. Os livros que recomendo são: Educação Para a Liberdade – A Pedagogia de Rudolf Steiner – Frans Carigren/Arne Klingborg, Criança Querida (1) – Renate Keller Ignácio, A Arte da Educação (1) – Rudolf Steiner, Minha Criança Querida – Karin Evelyn Scheven, A Pedagogia Waldorf – Rudolf Lanz.
1 comment
Lucy, identifiquei-me com o que você escreveu. Tenho atração pela antroposofia, já li alguns textos do Rudof Steiner, acho de grande sabedoria a análise de nosso desenvolvimento por setênios. Quando morei no Rio, fiz uma formação em liderança ministrada pela Adigo (Apoio ao Desenvolvimento de Indivíduos, Grupos e Organizações), de linha antroposófica, ligada à Artemísia, em São Paulo. Você conhece?
beijo OLga
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