“because the world is round” fui parar em Nova Jersey . . .

Cozinha Indiana

Entrando na onda Indiana que este ano estrelou no Oscar, no horário nobre da Globo e até na passarela do samba, achei apropriado deixar aqui duas receitas que fazem sucesso com todas as idades.  O meu interesse pela cozinha indiana já vem de longa data, quando ainda em São Paulo fiz um curso com Shoba e Nina duas indianas super simpáticas que ensinavam grupos pequenos. As aulas consistiam de um jantar completo dos aperetivos às sobremesas, tudo era preparado na hora e depois sentávamos à mesa para nos deliciarmos. Depois, em minhas viagens fui colecionando livros e muita prática. As receitas que passo a vocês são comum no dia a dia dos indianos. Um refresco de iogurte e frutas (Lassi) delicioso e saudável, e samosa (pastel).

 

Lassi (minha receita)                                                                    

  • 3 copos de iogurte desnatado
  • 1 copo de água, leite, ou leite de amêndoas
  • 1 copo de manga picada, ou morangos (opcional)
  • açúcar a vontade ou adoçante

Bater tudo no liquidificador e na hora de servir polvilhar sementes de cardamomo em pó. Somente na Alemanha encontramos lassi de banana e em casa prefiro usar frutas doces para evitar o açúcar.

 

Samosa

  • massa para pastel comprada pronta
  • recheio: 2 colheres de sopa de óleo de canola,                                            
  • 1 colher de chá de semente de coentro,
  • 1/2 cebola picada,
  • 1 colher de chá de gengibre ralado,
  • 4 batatas médias cozidas sem casca e cortadas em cubos de 1 cm,
  • 1/2 xícara de ervilha cozida ou em lata,
  • 1 colher de chá de garam masala ou curry em pó
  • pimenta e sal a vontade.

Preparando o recheio: Aqueça o óleo numa frigideira, junte as sementes de coentro e frite até se tornarem marrom escuras. Junte a cebola e o gengibre e continue fritando até dourar a cebola. Junte as batatas e as ervilhas, misture rapidamente, e frite até as batatas começarem a secar. Desligue o fogo. Junte o restante dos ingredientes do recheio, misture tudo e deixe de lado para esfriar.

Dando forma aos pastéis: deixe uma tijela pequena com água próxima à superfície de trabalho. Pegue a massa (comprada em rodelas e corte-as ao meio) forme um cone, humedecendo as bordas para que se unam e preencha o cone com o recheio, humedeça o topo do cone e feche bem, pressionando com os dedos.

Para fritar, aqueça bastante óleo e quando quente mergulhe algumas samosas e ajuste o fogo para médio, frite até dourar. Escorra e deixe secar em papel toalha.

(Em casa eu costumo assar as samosas em forno médio até dourar em tabuleiro untado)

March 17, 2009   1 Comment

Dia de São Patrício

St. Patrick, ou São Patrício, é o santo padroeiro dos irlandeses. Este dia é feriado nacional em algumas áreas da Irlanda, e nos Estados Unidos é celebrado com desfiles em várias cidades. O trevo, a cor verde, o corned beef (carne de vaca preservada no sal grosso), cerveja, sapateado, são alguns itens que símbolizam os  irlandeses. Para celebrar o dia festivo as pessoas se vestem de verde, usam o trevo na lapela, preparam biscoitos com corante verde.

Qual o significado do trevo para os irlandeses? Dizem que São Patrício usava o trevo de três folhas para ensinar a Santa Trindade.

A quanto tempo esse dia é celebrado pelo irlandeses-americanos? O primeiro desfile  de São Patrício ocorreu em 1761, em Boston. Um ano depois, Nova York a introduziu em seu calendário. 

Como as diferentes cidades celebram este dia? Algumas cidades pintam  faixas verdes para indicar ao tráfico a sua rota do desfile. Em Chicago, desde 1961, o rio é pintado de verde. Em Indianápolis pintam de verde as águas de seu canal principal. Savannah (Georgia) tinge suas fontes de verde, em Nova York, o rio Chadakoin é tingido de verde.

Canto celta

Sapateado irlandês

March 17, 2009   No Comments

O Poder da Escolha

Li em algum lugar que somos o resultado de nossas escolhas, mas (e aqui vai meu pensamento) e se nascemos em um ambiente em que as escolhas são limitadas, ou não sejamos estimulados a fazê-lo? Esta é a uma das principais diferenças, ao meu ver, entre americanos e brasileiros. Não só, em geral, os americanos têm mais poder econômico, oportunidades do que nós no Brasil, mas eles são treinados desde tenra idade a escolher.

Esta diferença se refere a existência  de sociedades individualistas, que prezam o exercício do individualismo (Estados Unidos, Grã Bretanha . . .) em contraste com as coletivistas em que os relacionamentos são reinforçados (Asia, América Latina, . . .). A seguir dou alguns exemplos do exercício da escolha presente na vida cotidiana americana.

As crianças desde cedo são consultadas sobre tudo. “Honey, what do you want? Pasta with tomato sauce, white sauce, green sauce, with cheese on top or on the side, spaghetti or fusilli . . . milk, juice, soda, tea, . . .” “Docinho, o que você quer? Macarrão com molho de tomate, molho branco, ou molho verde, com queijo em cima ou separado, spaghetti ou parafuso . . . leite, suco, refrigerante, chá . . .” E o garçon, aguarda pacientemente, aquela criatura de 2 anos decidir o que lhe apetece. 

No meu primeiro verão em NJ, quando fui registrar o André no “summer camping” aulas de verão que a prefeitura oferecia não pude me furtar de ouvir a conversa da mãe que estava atrás de mim na fila. Uma mãe com três meninas uma de 7, outra de 4 e outra de 2. A mãe preenchendo os formulários e lendo as opções de cursos para as filhas mais velhas e estas escolhendo 2 ou 3 cursos e a pequena de 2 anos gritando, eu também quero escolher, eu quero nadar, dançar, e desenhar. 

Essas escolhas estão presentes em todos os setores da vida americana. Nos supermercados, por exemplo, quando você começa a colocar suas compras na esteira, o empacotador pergunta “paper or plastic?” – papel ou plástico, referindo-se ao tipo de sacola. Você pode escolher um ou outro ou os dois juntos (o saco de papel dentro da sacola de plástico).

Nos restaurantes quando pedimos uma salada, vem a pergunta “dressing?” Os brasileiros e estrangeiros em geral ficam perplexos, o que?, dressing . . . to dress é vestir  . . . dressing = molhos de salada. E aqui vou pedir para vocês olharem em  2.1 Dressings para terem uma idéia do que vai ouvir numa velocidade incrível e dificilmente entender. Alguns dos colegas de trabalho do David, estrangeiros nesta situação inesperada e ao pedir para o garçom repetir as opções e continuar sem entender apenas dizem “a primeira” e seja o que Deus quiser.

Na escola, a partir do 5º ano as crianças começam a escolher algumas poucas atividades – canto coral, banda, nadar, basquete, tênis. No colegial, o currículo é totalmente definido pelo aluno que precisa cumprir alguns requerimentos como 4 anos de Inglês, mas pode escolher literatura americana, literatura inglesa, literatura mundial, contos americanos do século XX  entre uma série de outras ofertas. Assim, em uma típica sala de colegial, existem alunos de todos os anos e dificilmente dois estudantes do mesmo ano vão se cruzar em suas classes. O mesmo se dá nas universidades. Aquele conceito de que a turma do colegial se move junta ano a ano é inexistente aqui. Em geral, as amizades são as feitas no passado, até o 5º ano, no colegial não há clima para se fomentar amizades trocando de turma a cada classe e onde alguns cursos duram apenas um semestre.

Para terminar e exemplificar a extensão da prática da escolha em solo americano, quando nos tornamos cidadãos americanos, após passarmos por uma entrevista – prova oral sobre a história dos Estados Unidos, somos encaminhados a um balcão em que vão rever nossos documentos e nos dar os formulários para serem preenchidos, e somos informados que podemos escolher o nome que quisermos e como o queremos escrito! Quando estive nesta situação, ao me sentar ao lado de um senhor chinês, percebi que ele estava treinando a sua nova assinatura: “David Smith”. Você percebe o poder que a escolha provoca?

March 16, 2009   No Comments

Psicologia Positiva (1)

O estudo de psicologia sempre me atraiu. Lembro que meu primeiro contato com esta ciência (?) se deu quando eu tinha 13 anos. Uma amiga me convidou para assistir umas palestras, aos domingos pela manhã, na garagem de um homem de idade (a porta ficava aberta, caso você desconfie das boas intenções dele). Não sei se ele era psicólogo, mas ele explicava Freud entre outros. O público era pequeno, fui lá umas duas ou três vezes e fiquei para sempre interessada nesse assunto.

No Brasil, não tive oportunidade de estudar formalmente psicologia, mas quando cheguei aos Estados Unidos vi na televisão pública um anúncio sobre um curso de introdução à psicologia, de nível universitário, que iria ser transmitido via TV. Não perdi tempo e me inscrevi. Estudava-se em casa, as aulas televisadas eram complementadas por um livro e tínhamos que fazer três testes em algum Community College. Na época meu inglês era rudimentar. Vocês podem imaginar quanto tempo eu levava para ler um capítulo do livro com o dicionário do lado. 

Como tudo é possível aqui, anos mais tarde, fui aceita na Universidade de Pensilvânia – uma das mais bem conceituadas do país e do mundo, e claro que optei por estudar psicologia. Muito poderia ser dito desta experiência, porém aqui destacarei a psicologia positiva. Essa linha de psicologia tem entre seus fundadores o dr. Martin Seligman (da minha escola). A cerca de 10 anos atrás, depois de ter se dedicado à psicologia tradicional que se preocupa com distúrbios de comportamento, problemas mentais e emocionais, dr. Seligman se perguntou porque não estudamos as pessoas que deram certo, as bem sucedidas e que nos atraem pela sua aura de auto-confiança, sucesso, bondade? E assim surgiu a psicologia positiva que estuda o que faz as pessoas se sentirem felizes consigo mesmas e com o mundo. 

O pensamento do dr. Seligman então passou a ser vamos aprender como cultivar os bons hábitos que tornam as pessoas felizes e saudáveis psiquicamente e assim estaremos prevenindo males psiquicos e físicos. Em seus livros,  com  uma linguagem direta, ele  nos conduz cientificamente pelos caminhos que conduzem a uma vida feliz. No Brasil, pode-se encontrar dois (talvez mais) de seus livros Aprenda a ser Otimista e Felicidade Autêntica. 

Por esta linha de pensamento a felicidade, ao invés de depender unicamente de elementos externos (carro, casamento, divórcio, filhos, dinheiro) é uma decisão pessoal e só é alcançada através de um zêlo constante ao seu cultivo. Dito nas palavras do Dalai Lama, “A felicidade é um estado mental. Mesmo rodeado de confortos físicos  . . . se sua mente está ainda em estado de confusão e agitação, isso não é felicidade. Felicidade significa paz mental.”  


March 14, 2009   1 Comment

Pedagogia Waldorf (1)

Este será o primeiro artigo de uma série dedicada à pedagogia Waldorf. Aqui irei apenas passar para vocês a impressão que tivemos nos primeiros contatos com tal pedagogia.

Nossa introdução se deu numa palestra que ouvimos muitos e muitos anos atrás. Éramos casados mas nem pensávamos em ter filhos. Ao fim da palestra, do saudoso Dr. Rudolph Lanz, olhamos um para o outro com os olhos ainda vidrados de entusiasmo por esse sistema tão diferente e ao mesmo tempo tão lógico que marcamos a seguir uma visita à Escola Rudolph Steiner, em SP – a pioneira em implantar tal pedagogia no Brasil tendo como co-fundador o do Dr. Lanz. A escola nos pareceu um sonho, numa área que mais parecia um sitio com os prédios em meio as árvores, arbustos e flores, o caramanchão protejendo os jovens no recreio, o jardim da infância numa área reservada e suas várias classes onde as professoras mais pareciam pertencer à família das crianças tal o clima acolhedor e livre de formalidades e ao mesmo tempo um ninho mágico com seus brinquedos de madeira, muita seda, lã, sementes, cores. E para completar o nosso esturpor visitamos as oficinas em que os jovens aprendem encadernação, litrogravura, trabalho com metais, escultura, lapidação de pedras, estamparia de tecidos, entre outras. Em algumas dessas oficinas, pudemos constatar como os jovens estavam envolvidos no que faziam e a atmosfera de camaradagem e vigor existente no local. Ainda ou fundo podíamos ouvir o som de um ensaio de violinos, em outro canto o coral, em outro o ritmado repetir de taboadas.

Ao sairmos da escola nos olhamos e dissemos juntos: “Era aí que eu devia ter estudado”. Já não me lembro quem disse para quem, mas naquele momento decidimos que se viéssemos a ter um filho, estudaria ali. Alguns anos depois, e no dia seguinte ao nascimento de nosso filho o David fez a inscrição dele para dali a quatro anos. Não, não foi exagero. A lista de espera era enorme naquela época e provavelmente continua sendo.

Quando o André começou o Jardim, eu participei do Seminário de Formação de Professores Waldorf. Este foi um ano inesquecível. Todas as vivências, não só intelectuais mas principalmente as artísticas me fizeram conhecer um lado meu até então oculto. Aprendi a olhar o mundo com mais interesse e respeito – passei a me maravilhar com os diferentes tons de verde num parque, com o formato das montanhas, com a grandeza e ao mesmo tempo minuciosidade do mundo animal e aprofundar meu conhecimento sobre educação. Por vários motivos, me furtei do privilégio de ser uma professora Waldorf oficial, porém sei que o fui para André e para parentes, amigas, filhos das amigas porque o que se aprende ali torna-se parte integrante de nosso ser. E este é o motivo pelo qual estarei escrevendo aqui sobre tão valiosa pedagogia.

O que a pedagogia Waldorf tem de diferente? Ela parte do princípio que nós, seres humanos, somos compostos de corpo, mente e espíro e Rudolf Steiner, seu criador, foi capaz de não só perceber isso mas desenvolver um caminho para o desenvolvimento harmônico desses três aspectos, mas isso é o que será abordado no futuro.

Para ver e aguçar a curiosidade

March 13, 2009   No Comments

Seja Feliz!

Para não deixar o dia em branco e não reinforçar a corrente dos fatos negativos que andam rondando pelo mundo – crise financeira, desemprego, massacre na Alemanha . . . decidi deixar uma mensagem positiva . Trata-se de um clip do gênio Bobby McFerrin e com a participação do saudoso Christopher Reeves e do comediante Robbin Willians. Tentei fazer o link, mas não é permitido. Vocês podem achá-lo no YouTube, Bobby McFerrin – Don’t Worry, Be Happy. Divirtam-se

NÃO SE PREOCUPE, SEJA FELIZ

Eis uma canção que eu escrevi
Você vai querer cantar nota por nota
Não se preocupe, seja feliz
Em toda vida temos alguns problemas
Quando você se preocupa, os duplica
Não se preocupe, seja feliz

Não conseguiu um lugar para deitar sua cabeça
Alguém veio e deitou na sua cama
Não se preocupe, seja feliz
Olhe para mim, eu sou feliz
não se preocupe, seja feliz
Aqui eu te dou meu número de telefone
Quando você se preocupar me chama
Eu o farei feliz
Não se preocupe, seja feliz

Você não tem dinheiro, você não tem estilo
Não se preocupe, seja feliz
Porque quando você se preocupa
Seu rosto vai enrugar
Não se preocupe, seja feliz (agora)

Tem uma música que eu escrevi
Espero que você aprenda nota por nota
Como as boas criancinhas
Não se preocupe, seja feliz

Escuta o que eu digo
Em sua vida espere por problemas
Mas quando você se preocupa
Você os duplica
Não se preocupe, seja feliz

Não se preocupe, não faça isso, seja feliz
Ponha um sorriso em seu rosto
Não desanime os que estão a sua volta
Seja o que for
Não se preocupe, seja feliz

March 12, 2009   1 Comment

Orquídeas Brasileiras em NY

No último domingo fomos ao Jardim Botânico de NY que está apresentando uma exposição de orquídeas com o tema The Orchid Show Brazilian Modern. A amostra vai até 12 de abril. Assim que soube da amostra fiquei interessada, pois a muito não via algo parecido e que no passado me era rotineiro. Em Santos, SP, minha terra natal há um Orquidário Municipal que anualmente promove uma exposição – competição de orquídeas. Assim, quando ouvi falar dessa exposição em NY as lembranças das estufas úmidas, do cheiro de terra, do perfume de algumas espécies, as diferentes cores e formas me levaram a sugerir o passeio a David mesmo em tempos de contenção de despesas.

O tempo estava mais suportável, 10º C e nublado, as ruas tranquilas e estradas mais vazias que de costume (será que é a recessão?). Haviam muitas pessoas visitando a exposição mas não uma multidão. Entre as pessoas alguns brasileiros, muitos europeus e pude ouvir alguns americanos comentando suas idas e vindas ao Brasil.

Vamos a exposição, ela leva a assinatura de Raymond Jungles que se inspirou em seu mentor e amigo Burle Marx. Na entrada do conservatório (palavra mais sofisticada do que estufa) havia uma composição ao redor de um lago, muitas folhagens tropicais e entre elas as orquídeas, tudo artisticamente arranjado. No centro desse lago havia um grande mosaico assinado por Burle Marx, que Jungle está doando para o Jardim Botânico. Pena que nossa câmera digital quebrou; não pudemos registrar a magia desse espetáculo de cores, formas e reflexos. Na verdade, era difícil dizer onde terminava a planta e começava o seu reflexo na água.

Nesse conservatório pude ver, pela primeira vez, um cacaueiro (e com cacau nos galhos), um açaízeiro (é assim que chama?) e tantas outras árvores, palmeiras e folhagens tropicais. Foi um passeio lindo e revitalizante neste fim de inverno. Pode vir primavera, já estamos prontos.

March 11, 2009   No Comments

Cozinhar É Uma Arte

Algumas necessidades na vida precisam ser encaradas com criatividade para que não caiam na rotina e sejam executadas mecanicamente. Cozinhar é uma delas. E é justamente quando tentamos sair das mesmices culinárias que aperfeiçoamos nossa técnica com criatividade, experiência, ousadia – daí a arte que me refiro. Nem todas as tentativas dão certo, nem todo quadro de qualquer pintor famoso se tornou uma obra prima, mas vamos tentando.

Aqui em casa me esforço por cozinhar, me divertir e aprender enquanto o faço e trazer à mesa pratos saudáveis, coloridos e se possível rápido de preparar. O único problema que tenho é que não gosto de repetir receita. Adoro variar e combinar ingredientes diferentes. As vezes improviso algo, outras pesquiso nas dezenas de livros de culinária internacional que coleciono, outras vou à Internet.

Ontem fui bem sucedida na minha criação de feijão branco com abóbrinha e adaptação de xinxim de galinha (light). O light é meu, sempre tento cortar calorias das receitas e substituir algum ingrediente caso não me soe bem.

Feijão Branco com Abóbrinha

  • 1 xícaras de feijão branco
  • 2 xícaras pequenas cortadas em cubos de 2 cm
  • 1 cebola picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • sal, canela em pau, folha de louro, cominho, óleo canola

Cozinhei o feijão em panela de pressão com folha de louro e canela em pau (aprendi isso na cozinha indiana, dá um cheirinho bom e canela ajuda a controlar o colesterol). Refoguei as abóbrinhas em um pouco de óleo (1 1/2 colher de sopa), em fogo médio, até dourar. Juntei então a cebola e o alho e deixei refogando por uns 2 minutos mexendo sempre para não queimar, se precisar ponha um pouco da água do feijão. Por fim juntei o feijão, temperei com sal e cominho e deixei cozinhar em fogo baixo por uns 5 minutos.

Xinxim de Galinha

  • 1 kilo de peito de frango sem pele e gordura em cubos
  • 1 cebola picada, 2 dentes de alho amassados,
  • 1/2 xícara de castanha de caju, sem sal e crua, moída no liquidificador
  • 1 xícara de polpa de tomate
  • salsa picadinha
  • sal, pimenta-do-reino
  • 1 1/2 colher de óleo canola

Tempere os cubinhos de frango com sal e pimenta. Frite o frango no óleo quente até perder a cor rosada. Depois, junte a cebola e o alho, mexa  até a cebola ficar transparente. Junte a polpa de tomate e o caju. Misture bem, tampe e deixe cozinhar até o frango amaciar. Mexa de vez em quando para não grudar no fundo, se precisar adicione água aos poucos. No fim, teste o sal e adicione a salsinha.

Porque light? A receita original pedia mais uma xícara de amendoim moído, 1/2 xícara de camarão seco moído e 2 colheres de azeite de dendê. Do jeito que fiz ficou mais leve e também delicioso.

March 10, 2009   1 Comment

Um Visto para o Céu/Depois da Vida

Não sou macabra, pessimista, deprimida, suicida, apenas gosto de filmes que nos façam pensar sobre nossa própria vida. Apesar de pensarmos que nossa vida seja especial e única, afinal de contas onde fica a nossa originalidade, ficamos surpresos com as mesmices que se repetem em nossas andanças. Essas mesmas repetições vemos representadas no cinema, teatro e novelas. Muitas vezes quando começamos a ver um filme já sabemos como vai acabar e geralmente mal saímos do cinema já o esquecemos. Outros, porém, são tão originais que nos pegam de surpresa e nos levam à reflexão e a querer revê-los. Este é o caso dos dois filme que irei comentar para vocês – Depois da Vida e Um Visto para o Céu.

Os dois filmes tratam da vida após a morte com humor e ao mesmo tempo sendo profundos. Um Visto para o Céu, produção americana de 1991, com Meryl Streep e Albert Brooks, trata de uma região a qual as almas chegam após a morte e onde passam por uma revisão de suas vidas na busca dos momentos inegoístas que justifiquem o prosseguimento dessas almas para o Céu ou o regresso à Terra. O personagem de Albert Brooks, um executivo arrogante e cego ao próximo em vida, é atraído pela virtuosa e cativante personagem de Meryl Streep. O filme nos faz rir e nos perguntar como nos sairíamos se estivéssemos ali.

Um Visto para o Céu, produção japonesa de 1998, com um humor mais sutil e um orçamento mais modesto, nos  leva a uma outra situação. As almas chegam ao que parece ser um hotel muito simples onde são apresentadas a um guia que em três dias as ajudará a encontrar na memória uma certa lembrança feliz. Esta, após ser revivida em um filme, será a única que persistirá para a eternidade e o resto da memória inteira será apagada. As situações que esta tarefa gera são muito interessantes, as vezes delicadas e nos levam a pensar em qual nós escolheríamos.

Recomendo esses filmes para serem vistos num momento de calma. Eles não são tristes e tampouco nos induzem à tristeza; com certeza você irá rir em certos momentos e relembrar os muitos bons momentos de sua vida e quem sabe chegar a um insight sobre o que é realmente importante na vida.

March 9, 2009   1 Comment

Que Sorte!

Ontem me peguei pensando (após me emocionar assistindo a Orquestra Jovem Simon Bolivar – da Venezuela – no YouTube, aonde cheguei após assistir uma palestra do maestro José Antonio Abreu no TED, onde eu estava procurando rever a palestra do artista plástico brasileiro Vicky Muniz para escrever uma resenha sobre ele) como somos afortunados por estar vivendo nesse momento em que a tecnologia tornou possível o acesso ao conhecimento, diversão, auto-ajuda em alguns poucos clicks.

Muitos hão de pensar: “Mas, nem todos têm acesso a computador!” É verdade, mas já existem laptops de $300 e já existem cidades nos Estados Unidos com acesso à Internet gratruito – a contra gosto das servidoras e causando muitas polêmicas. Em um futuro próximo, acredito, todos terão acesso a um computador + Internet como o têm ao telefone celular.

Alguns de vocês devem lembrar quando há 15 anos atrás tínhamos que aguardar até 3 anos para obtermos uma linha de telefone residencial que custava uma fortuna. Hoje, quando vou ao Brasil, fico admirada como se tornou popular o uso do celular. Nos ônibus, no metro, nas ruas podemos ver como todos fazem uso deste avanço tecnológico acessível a todos. Não só isso, mas quantos assaltos já não foram abortados porque a vítima conseguiu pedir ajuda usando o celular, quantas vidas foram salvas da mesma maneira.

Fiquei pensando em como o computador, com YouTube, Google, Pandora (Rádio Pessoal), TED (curtas palestras sobre inovações tecnológicas e boas idéias para a humanidade) entre outros, pode ser um fator de enriquecimento interior ao seu usuário. Que sorte a nossa viver nesse momento! Já pensaram em nossa velhice como vai ser interessante? Quando nosso corpo já estiver cansado para se locomover, poderemos em um click ir a um museu no Rio ou em Paris, revisitar um show de jazz ou da Tropicália, escolher e comprar o que precisarmos, aprender algo novo, revisitar os nossos lugares favoritos, e ainda conversar gratuitamente pelo Skype vendo a imagem dos entes queridos e amigos no vídeo – provavelmente poderemos até fazer uma consulta médica virtual. O melhor de tudo isso é que essa tecnologia será em breve acessível a todos – ricos e pobres, letrados ou não, crianças e idosos. Se hoje até as pessoas mais simples conseguem usar as caixas eletrônicas dos bancos e a usar os vários recursos dos celulares, irão também aprender a usar o computador em seu benefício.

March 7, 2009   No Comments