“because the world is round” fui parar em Nova Jersey . . .

O Açaí? Quem Diria . . .

Hoje quando acordei o David me chamou para ver o artigo que saiu no Le Monde, de autoria de Jean Pierre Tuquoi, o título? O Açaí: a Fruta da Globalização. No texto o autor explica a origem do açaí nos recônditos brasileiros, suas propriedades antioxidantes e agradece a globalização por permitir que outros países também possam apreciá-lo. O açaí também foi conquistando seu espaço nos Estados Unidos no ano passado, quando aos poucos foi invadindo os supermercados em forma de suco e com um marketing bem feito destacando os benefícios que essa fruta traz à saúde.  Até a Oprah dedicou parte de seu programa, outro dia, para enaltecer e divulgar as maravilhas dessa pequena fruta.

É, as coisas mudam; há dez anos atrás sentíamos saudade do Brasil de uma maneira muito mais intensa. Não só sentíamos falta dos parentes, amigos, do calor humano e do calor tropical mas ansiávamos pelas frutas brasileiras, os nossos biscoitos, o queijo minas e outras tantas coisas. Parece tolice perder tempo com estas lembranças, mas só quem saiu do lugar onde cresceu para saber como dói a falta das coisas simples a que estávamos acostumados.

Há dez anos atrás eu ficava sedenta por água de côco e quando vi na prateleira de um mercado mexicano não hesitei em comprar e a decepção foi terrível. Tratava-se de uma água turva decorrente da mistura de água, algumas lascas de côco e muito açúcar. Frutas como manga ou mamão era perda de tempo e dinheiro comprar, pois nunca amadureciam. 

De repente, há certa de 5 anos o panorama começou a mudar. Um supermercado novo trouxe panetone Bauducco, mamão comestível, maracujá, um queijo branco mexicano que se assemelha ao nosso minas. Aos poucos, outros mercados começaram a fazer o mesmo. Isso acontece não só com os produtos brasileiros, mas também com os vindos da Ásia, México e Europa. 

Entretanto, o destaque atual são o açaí e o mangostim – fruta pouco conhecida até mesmo pelos brasileiros. O mangostim (nem sei se é assim que se escreve em português)  nos Estados Unidos vendid0 em forma de suco ou em cápsulas é citado até mesmo pela Clínica Mayo (renomada clínica que utiliza tanto a medicina tradicional como a alternativa em seus tratamentos) como um anti-inflamatório natural e recomendado com sucesso para os casos de artrite. Até a minha querida água de côco hoje é vendida nos Estados Unidos em lata, em caixinhas ou em embalagens de um litro. E pasmem outro dia encontrei o biscoito wafle recheado da Bauducco (não, não estou ganhando nada com publicidade). Só espero que esta lista continue crescendo e que o Brasil possa tropicalizar o mundo.

1 comment

1 David { 03.06.09 at 7:14 am }

E não esqueça dos ovos de páscoa, que apareceram pela primeira vez no ano passado. Tudo bem… a embalagem é feia, o chocolate é de segunda, mas é o começo, não é?

Leave a Comment