“because the world is round” fui parar em Nova Jersey . . .

Ginger – O Gato Esperto

Aqui raramente vemos animais domésticos soltos. Além da questão do frio, há também o risco deles pegarem carrapato infectado e o transmitirem para seu dono. Mas, qual não foi minha surpresa ao chegar em casa outro dia e encontrar um gato parecido com o da foto na porta à minha espera.

O gato de que falo tinha uma cara de coitado com uma orelha caída. Falei com ele e disse que ele esperasse que eu iria trazer comida e água. E não é que ele esperou! Comeu e foi embora. Depois desse dia, ele virou freguez. Depois de algumas semanas, ele até batia no painel de vidro que existe ao lado da minha porta! Batizei-o de Ginger. Muitas vezes o encontrei a minha espera no jardim.

Mas, eis que um dia ao chegar em casa vejo um rapaz conversando com Ginger no meu jardim. Eu, então, perguntei se o gato era dele. Ele riu e disse: “Não, ele é da minha vizinha. Ele se chama Barney e adora pedir comida de porta em porta. De vez em quando ele dorme na minha casa, sei que ele frequenta a sua porta e também a da esquina, e de outra casa atrás da sua”. Nós rimos com a esperteza desse bichano e eu pensando que ele era um coitado sem dono.

Alguns dias depois desse esclarecimento, ao sair vi um cartaz na caixa de correio de uma vizinha. Dizia: “Achei um gato branco e marron. Ele está na minha casa (nº 322, telefone xxx-xxxx).” E segui meu caminho rindo. Ao retornar para casa, David veio me contar que ao ver o cartaz ligou para resgatar a liberdade de Ginger. E a voz do outro lado, rindo, disse: “Eu sei, você é o terceito a ligar, eu já soltei o gato da comunidade”. Acho que quem riu mais foi o Ginger “pensando”: “O que eu não faço para esse povo se comunicar!”

1 comment

1 olga sérvulo { 05.06.09 at 5:12 pm }

Adorei esta história! Tivemos um cão em São Paulo, mistura de Labrador com Pastor Belga, lindo, ao qual demos o nome de Pimpão. Ele foi ensinado a andar solto pelas ruas do bairro. E foi sendo adotado por diferentes pessoas da vizinhança. Em uma oficina da Cardoso de Almeida ele era o Brancão. Na casa de uma família também com crianças era Blumer. Quando viajávamos, não precisávamos nos preocupar. O guarda da firma da frente abria o portão para ele sair. Na volta, ele entrava no vizinho e ia bater na porta do quarto da empregada, que vinha abrir nosso portão para o Pimpão entrar. Ele e o Ginger fariam uma bela dupla!

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