Category — Brasil no Mundo
Vik Muniz – Um Brasileiro Brilhando no Mundo
A minha introdução a Vik Muniz se deu através do TED. Surpreendentemente, estava lá um brasileiro com nome meio estrangeiro dando uma palestra sobre sua arte, seu jeito de ver o mundo e tirar dele sua arte. No vídeo, ao qual me refiro, Vik explica com humor como ele saiu de São Paulo rumo a Nova York. Conta ele, que ainda jovem trabalhava com publicidade e chegou receber um prêmio por seu trabalho. Entretanto, saindo da tal cerimônia ao tentar apartar uma briga na porta do teatro acabou sendo baleado. Este incidente o levou a decidir por sair do Brasil.
Já em Nova York, Vik se dedica à fotografar suas criações artíticas feitas com os mais diferentes materiais. Trabalhando com sucata, açucar sobre papel preto, um prato de espageti, chocolate, ou com materiais naturais “manipulados” de forma ousada como nuvens, ou rochas este artista plástico brasileiro inova e nos ensina a desenvolver um olhar criativo. Depois de visitar, ou ver sua arte em seu site www.vikmuniz.net, ou no TED, ou em alguma mostra com certeza as pessoas saem vendo arte nos menores detalhes de seu cotidiano.
Eu realmente encorajo vocês a verem o vídeo abaixo,
March 20, 2009 No Comments
Orquídeas Brasileiras em NY
No último domingo fomos ao Jardim Botânico de NY que está apresentando uma exposição de orquídeas com o tema The Orchid Show Brazilian Modern. A amostra vai até 12 de abril. Assim que soube da amostra fiquei interessada, pois a muito não via algo parecido e que no passado me era rotineiro. Em Santos, SP, minha terra natal há um Orquidário Municipal que anualmente promove uma exposição – competição de orquídeas. Assim, quando ouvi falar dessa exposição em NY as lembranças das estufas úmidas, do cheiro de terra, do perfume de algumas espécies, as diferentes cores e formas me levaram a sugerir o passeio a David mesmo em tempos de contenção de despesas.
O tempo estava mais suportável, 10º C e nublado, as ruas tranquilas e estradas mais vazias que de costume (será que é a recessão?). Haviam muitas pessoas visitando a exposição mas não uma multidão. Entre as pessoas alguns brasileiros, muitos europeus e pude ouvir alguns americanos comentando suas idas e vindas ao Brasil.
Vamos a exposição, ela leva a assinatura de Raymond Jungles que se inspirou em seu mentor e amigo Burle Marx. Na entrada do conservatório (palavra mais sofisticada do que estufa) havia uma composição ao redor de um lago, muitas folhagens tropicais e entre elas as orquídeas, tudo artisticamente arranjado. No centro desse lago havia um grande mosaico assinado por Burle Marx, que Jungle está doando para o Jardim Botânico. Pena que nossa câmera digital quebrou; não pudemos registrar a magia desse espetáculo de cores, formas e reflexos. Na verdade, era difícil dizer onde terminava a planta e começava o seu reflexo na água.
Nesse conservatório pude ver, pela primeira vez, um cacaueiro (e com cacau nos galhos), um açaízeiro (é assim que chama?) e tantas outras árvores, palmeiras e folhagens tropicais. Foi um passeio lindo e revitalizante neste fim de inverno. Pode vir primavera, já estamos prontos.
March 11, 2009 No Comments
O Açaí? Quem Diria . . .
Hoje quando acordei o David me chamou para ver o artigo que saiu no Le Monde, de autoria de Jean Pierre Tuquoi, o título? O Açaí: a Fruta da Globalização. No texto o autor explica a origem do açaí nos recônditos brasileiros, suas propriedades antioxidantes e agradece a globalização por permitir que outros países também possam apreciá-lo. O açaí também foi conquistando seu espaço nos Estados Unidos no ano passado, quando aos poucos foi invadindo os supermercados em forma de suco e com um marketing bem feito destacando os benefícios que essa fruta traz à saúde. Até a Oprah dedicou parte de seu programa, outro dia, para enaltecer e divulgar as maravilhas dessa pequena fruta.
É, as coisas mudam; há dez anos atrás sentíamos saudade do Brasil de uma maneira muito mais intensa. Não só sentíamos falta dos parentes, amigos, do calor humano e do calor tropical mas ansiávamos pelas frutas brasileiras, os nossos biscoitos, o queijo minas e outras tantas coisas. Parece tolice perder tempo com estas lembranças, mas só quem saiu do lugar onde cresceu para saber como dói a falta das coisas simples a que estávamos acostumados.
Há dez anos atrás eu ficava sedenta por água de côco e quando vi na prateleira de um mercado mexicano não hesitei em comprar e a decepção foi terrível. Tratava-se de uma água turva decorrente da mistura de água, algumas lascas de côco e muito açúcar. Frutas como manga ou mamão era perda de tempo e dinheiro comprar, pois nunca amadureciam.
De repente, há certa de 5 anos o panorama começou a mudar. Um supermercado novo trouxe panetone Bauducco, mamão comestível, maracujá, um queijo branco mexicano que se assemelha ao nosso minas. Aos poucos, outros mercados começaram a fazer o mesmo. Isso acontece não só com os produtos brasileiros, mas também com os vindos da Ásia, México e Europa.
Entretanto, o destaque atual são o açaí e o mangostim – fruta pouco conhecida até mesmo pelos brasileiros. O mangostim (nem sei se é assim que se escreve em português) nos Estados Unidos vendid0 em forma de suco ou em cápsulas é citado até mesmo pela Clínica Mayo (renomada clínica que utiliza tanto a medicina tradicional como a alternativa em seus tratamentos) como um anti-inflamatório natural e recomendado com sucesso para os casos de artrite. Até a minha querida água de côco hoje é vendida nos Estados Unidos em lata, em caixinhas ou em embalagens de um litro. E pasmem outro dia encontrei o biscoito wafle recheado da Bauducco (não, não estou ganhando nada com publicidade). Só espero que esta lista continue crescendo e que o Brasil possa tropicalizar o mundo.
March 5, 2009 1 Comment