Category — Atravessando fronteiras
Depois de tanto tempo . . .
Olá, fiquei um tempo afastada com mil idéias que precisam ser pesquisadas para serem colocadas numa escrita decente. Ainda não cheguei lá, mas vou deixar aqui o endereço de duas páginas que são essenciais para quem estiver pensando em experimentar a vida americana.
http://www.uscis.gov/portal/site/uscis
http://www.usa.gov/visitors/study.shtml

No primeiro você vai encontrar tudo sobre imigração, turismo e estudo. No segunto site você encontra tudo sobre vistos para estudantes, sobre a estrutura do sistema de educação americana, reconhecimento de diploma estrangeiro, sobre o TOFEL – teste de inglês como língua estrangeira, programas de ESL – inglês como segunda língua, busca de Universidades, assistência financeira para estudantes estrangeiros, motoristas estrangeiros dirigindo nos Estados Unidos.
Ao meu ver, quando se pensa em passar um tempo em outro país é essencial estar informado sobre a vida naquele lugar. Desta forma, evitamos surpresas desagradáveis, podemos desfrutar de serviços prestados a estrangeiros, nos familiarizamos com os costumes, leis, valores do país. Pois então dê uma olhada nos sites para entender e se programar para sua aventura.
May 4, 2009 No Comments
O Mundo É Mesmo Pequeno!
Alguns anos atrás eu decidi mudar de tinturaria, aqui chamada dry cleaners. Quando saímos de nosso país temos que nos acostumar a mudança de certos padrões nos serviços prestados. Os que mudam para melhor são por nós incorporados como um direito, mas aqueles que caem de qualidade se tornam – a princípio – uma pedra no sapato. Com o tempo percebemos que temos duas opções para driblar o problema, ou aceitar a situação e não reclamar, ou arregaçar a manga e encarar o trabalho.
Alguns anos atrás eu estava fazendo uma peregrinação pelas tinturarias de minha pequena cidade. Na época eu já havia tentado duas e ficado frustrada pois aqui quem passa as roupas são as máquinas que não sabem tirar as rugas ou pregas nos lugares errados. As camisas sociais do David chegavam em casa em estado lastimável. Como a princípio não me conformava com a situação, estava a procura de uma nova tentativa.
Um dia ao sair do correio percebi que havia uma tinturaria quase em frente. Fui até lá e entrei num novo mundo – um templo budista. O cheiro de incenso, o som do sutra cantado por uma voz masculina, e o sorriso da dona, uma senhora asiática me cativaram. Perguntei se era realmente budista e ela contente com minha pergunta me explicou que sim e me apontou para um poster do seu mestre coreano. Fiquei contente com esta primeira experiência e saí dali feliz.
Quando fui buscar a roupa nevava e fazia um frio cortante, o som do mantra se repetia, o cheiro de incenso suavemente compunha o clima, e a coreana sorrindo me perguntou se eu gostava do frio. Eu disse que não, que era brasileira e adorava o calor. Ela então saiu detrás do balcão e me deu um abraço e começou a falar português comigo. Que surpresa! Ela havia morado no Brasil por 10 anos. Na adolescência, em São Paulo, no bairro da Liberdade, frequentou escolas no Brasil e fala um português impecável! Trocamos as nossas saudades do Brasil, pé-de-moleque, maria-mole, coxinha, empada, rimos bastante. Ê, o mundo é mesmo pequeno.
April 17, 2009 2 Comments
Experiência Americana da Pat
O texto abaixo foi escrito por minha sobrinha Patrícia.
Desde criança sou uma pessoa determinada. Estou sempre em busca do novo e vivo intensamente cada minuto da vida. Comecei a fazer aulas de inglês aos 8 anos de idade por insistência do meu pai, porém foi aos 17 anos que a vida me preparou uma surpresa. Como minha tia paterna tinha acabado de se mudar para os EUA, ficou decidido que eu terminaria o colegial por lá – faria o chamado “intercâmbio”.
Fiquei extasiada e principalmente muito ansiosa com a novidade. Sabia que essa experiência seria muito importante para minha vida pessoal e profissional, porém em nenhum momento tive medo, pelo contrário, acredito que se almejamos algo temos que encará-lo de frente.
Em julho de 1996, minha tia, juntamente com meu tio e meu primo vieram rever a família. Dessa maneira, ficou decidido que eu voltaria com eles para os EUA. As experiências novas começaram no momento em que subi no avião . . . foi maravilhoso!!! Quase não dormi . . .rsrsrs
Chegando lá, foi tudo muito diferente, desde o jeito das pessoas se vestirem até o jeito frio de se comunicarem . . . isso sem falar na língua. Eu fazia inglês há alguns anos, mas o que eles falavam não parecia o inglês que aprendi!!! Meus tios fizeram o máximo para eu “aproveitar” o meu novo país: viajei muito, conheci lugares incríveis!!!
Bom já nas partes dos estudos, não encontrei muita dificuldae. Meu primeiro dia de aula foi marcante, pois não sabia onde tinha que ir, ou o que tinha que fazer. Na verdade, não sabia de nada (nem a língua direito). Porém, em momento algum tive medo ou receio de enfrentar tudo isso, pelo contrário, o novo me atrai, encaro os desafios que aparecem na minha vida.
Os dias foram se passando e comecei a fazer amizades . . . acho que se fiquei uma semana almoçando sozinha foi muito, afinal sou muito extrovertida e adoro me relacionar com as pessoas. Confesso que encontrei dificuldades com a língua, mas isso não foi problema, pois as pessoas tinham paciência comigo.
A maioria dos meus amigos eram estrangeiros, talvez por sabermos e passarmos pelas mesmas dificuldades, mas isso não me impediu de ter amigos americanos. Dentre as quatro pessoas especiais que encontrei por lá, uma merece destaque, a minha professora de História Americana, esta me ajudou muito e me deu oportunidades grandiosas.
Não posso dizer que não enfrentei dificuldades, porque eu enfrentei sim, mas algumas eu nem imaginei que enfrentaria. A primeira delas foi a língua. Como tinha estudado anos, achei que dominaria com facilidade, mas que nada, foi difícil. Aqui no Brasil pensamos em português e falamos português, mas para uma comunicação fluir naturalmente, temos que pensar e falar a mesma língua, o que acabou sendo muito difícil.
Outra dificuldade foi o preconceito, passei por duas situações. Eu tinha amizade com algumas garotas afro descendentes. Nunca fui uma pessoa preconceituosa, pelo contrário, a raça negra me atrai, mas nem todos são assim. Eu não sabia que os negros, na escola, se sentavam em lugares diferentes dos brancos. Certa vez, num almoço com minhas amigas africanas, fomos nos sentar do lado dos negros, e adivinha? Eles se levantaram da mesa. Naquele momento, fiquei surpresa e sem entender direito o que estava acontecendo. Até que elas me explicaram que por minha causa, eles haviam pedido para a gente sair dali, caso contrário, eles sairiam. Bom, saímos de lá, mas fiquei chocada!
Outra situação foi quando teve uma campanha para doação de sangue na escola e eu fui participar, porém, por ser estrangeira, não pude doar meu sangue!!! Mais uma vez fiquei chocada, mas como não quis ficar calada fui pedir ajuda para aquela minha professora de História Americana. Ela também não acreditou e fomos juntas reivindicar meus direitos. No final das contas, não doei meu sangue e o argumento deles era que eles estavam seguindo normas.
Se eu tivesse que resumir essa estória, diria que foi uma experiência marcante e inesquecível. Simplesmente eu faria tudo de novo e não mudaria nada!
April 11, 2009 No Comments
Finalmente, A Primavera Chegou!
Hoje foi o primeiro dia de primavera por aqui. Muito sol, vento mais frio do que queremos crer, e flores pipocando de todos os cantos. Que lindo! Que recompensa por ter sobrevivido um longo inverno! É interessante, no Brasil (me refiro a São Paulo) onde não temos as quatro estações e convivemos com flores todo o ano, geralmente, não lhes damos o mesmo valor. Aqui depois de 6 meses com a paisagem nua de vegetação a primavera chega com toda força nos presenteando com uma chuva de flores mesmo antes que as folhagens iniciem seu despertar. É uma experiência única estar aqui nessa época e por isso divido minha alegria com vocês.


April 8, 2009 No Comments
Dicas de Passeios
Existem certos lugares próximos à cidade de Nova Iorque que raramente são visitados pelos turistas ou até mesmo imigrantes brasileiros. Penso que as nossas viagens turísticas não deviam se concentrar em nossa lista de compras, mas também incluir o que há de singular no local. Mesmo que tenhamos que pegar a estrada por 1 ou 2 horas, acho que vale a pena ver algo que dificilmente veremos em outro lugar.

A dica de hoje é Grounds for Sculputures. Este Jardim das Esculturas está localizado em Hamilton, Nova Jersey, foi criado pelo filantropista e escultor J. Seward Johnson e desde 1992 foi aberto para visitação pública. Numa área enorme, esculturas contemporâneas se mesclam com o paisagismo cuidadosamente planejado. As coleções externas são permanentes e as internas são ocasionais. No local também são promovidas palestras, cursos, workshops e shows para todas as idades.
Este com certeza será um passeio para o dia inteiro. No local existe um ótimo restaurante e também lanchonete. Minha área favorita ali é a dedicada as representações em tamanho natural de famosos quadros do impressionismo. Para quem gosta de arte e da natureza esta é uma experiência imperdível. Como chegar lá? Se você vier de carro é só seguir as instruções dadas na página oficial do Grounds for Sculpute dada acima. Você também pode alugar uma van se estiver em um grupo, não ficará tão caro. Outra opção é vir de trem – a partir da Penn Station tomar o trem da New Jersey Transit para Trenton, NJ, e então um taxi até o parque. Se esta for sua opção, não deixe de combinar com o motorista a hora que você deseja ir embora, pois aqui não há taxi circulando pelas ruas ou pontos de taxi a cada esquina.
March 27, 2009 No Comments
A Hora do Planeta 2009
Tomem nota e participem desse ato simbólico para uma tomada de consciência global da urgência de uma mudança de hábitos e modos de se lidar com o planeta em que vivemos.
March 26, 2009 No Comments
No 1º Mundo Até Cachorro é Civilizado
Quando vivemos por algum tempo nos Estados Unidos ou Alemanha, provavelmente em outros países do 1º mundo também, ficamos admirados com o bom comportamento dos animais. Na Alemanha, os cachorros andam de ônibus e vão aos restaurantes com seus donos. A regra é simples eles têm que ficar no lugar reservado a eles nos ônibus ou embaixo das mesas de seus donos nos restaurantes. Nas ruas, os cachorros não latem, não avançam em ninguém e ainda se contêm quando vêm uma cachorra passando ao seu lado.
Nos Estados Unidos, amigos e parentes que nos visitam ficam admirados como conseguem dormir tão bem aqui. Como o interior de Nova Jersey é silencioso em contraste com os latidos incessantes nas vizinhanças brasileiras. Fomos entender melhor o motivo dessa quietude canina em solo americano quando adotamos um filhote de golden retriever. Todas as pessoas ao adotarem um cachorro aqui têm que concordar e se comprometer por escrito que irá castrá-lo e treiná-lo em curso profissional quando ele/ela completar 6 meses. Algumas raças, como a pity-bull, tem que passar por dois cursos para se ter certeza que não sairá do controle do seu dono.
Livros e revistas sobre o assunto não faltam nas livrarias e lojas de artigos para animais domésticos. As vezes chego a pensar que a psicologia desenvolvida para treinar os cachorros, que funciona, evoluiu mais do que a humana. Essa evolução, ao meu ver, se deu em dois nívies. No nível da compreensão de que os animais têm particularidades individuais que têm que ser respeitadas para um convívio sadio e feliz. Por exemplo, encontro sempre na frente de minha casa uma senhora passeando com seu puddle – Bela. Bela não é muito simpática, fica agitada quando vê alguém e sua dona simplesmente mantém o controle encurtando a rédea. Mas, outro dia, depois de tantos outros Bela foi se chegando a mim eu então olhei para a dona e perguntei se podia tocá-la. Ela então me ensinou, “sim, voê pode tocá-la, mas primeiro estenda sua mão aberta para ela, ela irá cheirá-la, e então você pode acariciá-la, mas nunca venha com a mão por cima da sua cabeça pois aí ela fica nervosa.” Em outro nível, a psicologia animal está muito mais evoluída que a humana porque se tornou uma prática normal e aceita por todos. Ninguém fica constrangido por ter que levar o cãozinho para o treinamento, no final fazem até festa para celebrar o diploma de bom comportamento. Os cursos são dados na lojas de produtos para animais e os preços não são exorbitantes. O resultado, a lei existe, todos os cães têm que passar pelo treino, todos podem fazê-lo e assim o convívio com cachorros é mais saudável e sem medos.
Nessas aulas existem algumas regras fixas, como comandar o animal com poucas palavras. Sente, pare, ande, calma. Mas também existe aquele conhecer do temperamento do animal e uma adaptação do dono a essa particularidade. E aqui vai toda a diferença, existe o respeito por aquele ser e antes de uma tentativa de domá-lo aos gritos ou até ameaças físicas, vem o treino de observação do outro. Nos cursos ambos estão aprendendo, o dono e o seu cachorro. O dono que com sua capacidade superior de julgamento e domínio irá aprender como conduzir seu cão de maneira a não despertar seu lado animal irracional – mantê-lo sob controle; do outro lado, o animal vai aprender as regras do bom convívio.
Confesso que muitas vezes me pego perguntando se a psicologia humana tivesse progredido como a animal não evitaríamos os massacres estudantis protagonizados por adolescentes? Se antes de casarmos tivéssemos que fazer um curso para saber lidar com o nosso par evitaríamos os divórcios? Mas este será o assunto de amanhã.
March 24, 2009 No Comments
Invasão dos bebês
Ontem no Google News estava a notícia de que o ano de 2007 marcou o record em nascimentos de bebês americanos. Até então, o record anterior datava do pós-II Guerra Mundial. Estas altas ocorrências de natalidade é aqui chamada de baby boom. Os primeiros baby boomers agora na faixa dos 60 anos guardam na memória o desgaste de pertencer a tal era. Em suas escolas, do jardim da infândia ao colegial, as classes estavam mais cheias – o que é tido como comprometedor na qualidade de ensino; os testes para participar de qualquer time de basquete ou futebol era mais competitivo e o mesmo se pode dizer de participar em qualquer outra atividade. Para esta geração, é dito, a vida foi mais difícil. A competição entre eles mesmos aumentava
a fila de candidatos a qualquer emprego e a dificuldade maior estar por vir na aposentadoria que todos já anteviam como comprometida pelo sistema de aposentadoria do governo ter suas falhas e agora mais ainda com a crise financeira.
Com esta experiência acumulada é interessante perceber como os americanos lidam com as estatísticas. Alguns se preocupam em saber quantos bebês nasceram no mesmo ano que seus filhos e a partir daí guiar seu desenvolvimento. Conheço uma família com esse perfil que ao constatar que tal ano foi um dos maiores em natalidade, desde cedo se concentraram em preparar a filha para a alta competição que ela viria a encontrar para o resto da vida. Dessa maneira, desde bebê foi introduzida à piscina não como um mero prazer, mas visando despertar uma potencial competitiva nadadora. Durante a vida escolar, embora a garota fosse não só inteligente mas também aplicada, sempre teve tutores para assegurar que ela estaria nas melhores classes. As férias no período do colegial serviam como preparatório para as futuras aulas em classes avançadas, após consultar os futuros professores sobre os livros a serem indicados, professores particulares eram então contratados para ensinarem a garota a matéria que iria cursar no futuro.
Esta seriedade com que se encara os fatos da vida é uma marca americana. Aqui as pessoas dão certo, não por sorte, ou por apenas conhecer fulano ou ciclano, ou por dar um golpe em alguém, ou entrar na política. Aqui dar certo é o resultado de muito trabalho, de dedicação integral para se conseguir o que se quer. Até mesmo os imigrantes que aqui dão certo o fazem porque trabalham muito para que isso aconteça e as vezes me pergunto: se eles tivessem trabalhado o mesmo tanto em seus países não teriam obtido o mesmo sucesso?
Para os americanos nascidos em 2007 e seus pais, uma coisa é certa, eles não estarão sozinhos em suas buscas de boas escolas, boas ligas esportivas, escolas de música, universidade, empregos . . . Muitas cidades de olho nas estatísticas já devem estar incluindo em suas previsões de empreendimentos a expansão das classes, contratação de professores, fábrica de brinquedos aumentando sua produção, e assim o rolar de consequências é um espetáculo a parte para se ver, estudar, e aprender.
March 19, 2009 No Comments
Isso é que é amor . . .
Olhem só com o que eu me deparei hoje,
March 18, 2009 No Comments
Dia de São Patrício
St. Patrick, ou São Patrício, é o santo padroeiro dos irlandeses. Este dia é feriado nacional em algumas áreas da Irlanda, e nos Estados Unidos é celebrado com desfiles em várias cidades. O trevo, a cor verde, o corned beef (carne de vaca preservada no sal grosso), cerveja, sapateado, são alguns itens que símbolizam os irlandeses. Para celebrar o dia festivo as pessoas se vestem de verde, usam o trevo na lapela, preparam biscoitos com corante verde.
Qual o significado do trevo para os irlandeses? Dizem que São Patrício usava o trevo de três folhas para ensinar a Santa Trindade.
A quanto tempo esse dia é celebrado pelo irlandeses-americanos? O primeiro desfile de São Patrício ocorreu em 1761, em Boston. Um ano depois, Nova York a introduziu em seu calendário.
Como as diferentes cidades celebram este dia? Algumas cidades pintam faixas verdes para indicar ao tráfico a sua rota do desfile. Em Chicago, desde 1961, o rio é pintado de verde. Em Indianápolis pintam de verde as águas de seu canal principal. Savannah (Georgia) tinge suas fontes de verde, em Nova York, o rio Chadakoin é tingido de verde.
March 17, 2009 No Comments